SEGUNDO CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE REVITALIZAÇÃO

DE LÍNGUAS INDÍGENAS E MINORIZADAS

            O Congresso Internacional sobre Revitalização de Línguas Indígenas e Minorizadas foi realizado pela primeira vez na cidade de Barcelona, Espanha, no ano de 2017. A segunda edição do evento ocorrerá neste ano na Universidade de Brasília, Brasil, justamente quando a Organização da Nações Unidas elegeu o ano de 2019 como Ano Internacional da Línguas Indígenas. O Brasil destaca-se como país da América Latina com a maior diversidade linguística. Porém, essa diversidade encontra-se ameaçada, visto que a maior parte das línguas autóctones são altamente vulneráveis. O evento, que contempla iniciativas e práticas de revitalização de línguas indígenas de diferentes partes do mundo, dará visibilidade especial às ações desenvolvidas em prol da vida e fortalecimento das línguas indígenas em geral, com foco especial para as línguas indígenas brasileiras.

            A principal missão do evento é proporcionar um ambiente de troca de ideias e de experiências que transcenderão os muros da academia e encontrarão espaço na comunidade global, oferecendo aos participantes a oportunidade de compartilhar seus múltiplos modos de ser, ver, conhecer e aprender.

            O evento conta com o reconhecimento da UNESCO e com a parceria de diferentes instituições nacionais de ensino e pesquisa – UNEMAT, UFG, UNIR, UFMT –, por meio de seus respectivos programas interculturais que têm ajudado a capacitor e formar professores e pesquisadores indígenas.

         Espera-se que o Congresso tenha grande visibilidade e que contribua significantemente com o debate em torno das políticas e práticas em prol do fortalecimento das línguas indígenas e minorizadas do Brasil e do exterior.

 

          Como atividade complementar ao II CIRLIN, será realizado entre os dias 04 e 06 de outubro, o I Encontro Internacional sobre Diversidade linguística Indígena: troca de experiências e estratégias de salvaguarda, em que se oportunizará um espaço com oficinas, grupos de trabalho e outras atividades que proporcionem o intercâmbio entre indígenas brasileiros e indígenas de países como México, Peru, Equador, Chile, entre outros. O objetivo é incentivar, através do contato entre esses pesquisadores, a criação de redes de colaboração para pesquisa, promoção e preservação das línguas indígenas em um espectro continental. Apoiaremos a vinda de pelo menos 30 pesquisadores indígenas (10 estrangeiros e 20 brasileiros) que participarão tanto do II CIRLIN quanto do Encontro.