SEGUNDO CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE REVITALIZAÇÃO

DE LÍNGUAS INDÍGENAS E MINORIZADAS

 A Universidade de Brasília (UnB) é uma universidade pública federal brasileira, com sede em Brasília, no Distrito Federal. A instituição possui 4 campi, sendo estes no Plano Piloto (Campus Darcy Ribeiro), em Planaltina (Faculdade UnB Planaltina), no Gama (Faculdade UnB Gama), em Ceilândia(Faculdade UnB Ceilândia) e no Paranoá (em projeto). A área total[3] dos 4 campi é de 4.787.449,13 , sendo que o seu principal campus (Darcy Ribeiro) tem 3.950.569, 07 . Das 67 universidades federais do Brasil, mantidas pela união através de recursos do Ministério da Educação, a UnB é a universidade com o quarto[4] maior orçamento, ficando atrás da UFRJUFMG e UFF.

Desde a sua criação, a UnB tem um papel extremamente importante tanto nacionalmente quanto regionalmente no que diz respeito a excelência do ensino e da pesquisa. É referência no Brasil e no exterior nos cursos: Relações InternacionaisCiência PolíticaEconomiaDireito e Antropologia.

Atualmente é a maior instituição de ensino superior do Centro-Oeste do Brasil e uma das mais importantes do país. Foi avaliado pelo Ministério da Educaçãoatravés do Índice Geral de Cursos como a melhor universidade da região Centro-Oeste. É considerada a quarta melhor universidade brasileira, de acordo com o ranking da Quacquarelli Symonds. Pela avaliação da Times Higher Education, a Universidade de Brasília ficou entre as 20 melhores universidades da América Latina. No quesito internacionalização a UnB obteve o primeiro lugar entre as federais brasileiras, quarto lugar no quesito pesquisa e sétimo, em ensino. Em 2017, foi considerada a 5ª melhor universidade federal do Brasil pelo Guia do Estudante.

A Biblioteca Central da UnB tem o maior acervo de livros do Centro-Oeste e o terceiro maior do Brasil, atrás da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e da Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo.

O vestibular tradicional da UnB e o Programa de Avaliação Seriada (PAS) são elaborados pelo Cespe, uma das maiores instituições organizadoras de concursos públicos do país, conhecida pelo alto nível de complexidade dos exames.

    UnB à frente com seus programas de inclusão social e racial

Excerto de matéria publicada na UnB notícias.

“Há 15 anos, a UnB tornou-se a primeira universidade federal a adotar cotas raciais em seus processos seletivos de ingresso na graduação. Aprovado no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) no dia 6 de junho de 2003, o Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial estabelecia que 20% das vagas do vestibular seriam destinadas a candidatos negros, além de prever a disponibilização de vagas para indígenas de acordo com demanda específica. A medida entrou em vigência no ano seguinte.

Instrumento de inclusão social e de reparação de assimetrias históricas, a política de cotas mira a redução do racismo e das distorções socioeconômicas dele resultantes, mas sobretudo, a garantia de acesso ao ensino superior e à qualificação profissional pela população negra. “A UnB sempre foi uma universidade à frente de seu tempo, e as cotas são mais um exemplo de nosso protagonismo. Com as ações afirmativas, democratizamos o acesso à Universidade e reiteramos o compromisso com a superação das desigualdades e com a valorização da diversidade”, reforça a reitora Márcia Abrahão.

Os desafios para aprovar a proposta foram grandes. Precursores da iniciativa na UnB, a emérita Rita Segato e o professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia (DAN), enfrentaram críticas e resistência de alguns segmentos da comunidade acadêmica. “Eu não tinha noção da extensão do racismo no Brasil e no mundo acadêmico até fazermos a proposta. O que enxerguei é que a elite branca defendeu sua redoma, o viveiro onde ela se reproduz”, relata Rita Segato, à época também vinculada ao DAN.

Entre os argumentos contrários, constavam que as cotas poderiam acirrar as diferenças raciais na Universidade, provocar queda no nível acadêmico, além de não priorizarem exclusivamente o recorte socioeconômico. A polarização do debate, no entanto, não desmobilizou os docentes. Foi justamente um caso de racismo, ocorrido com um doutorando em Antropologia da UnB, um dos motivos para que a dupla travasse essa luta. “Colocamos as cotas para negros como uma política de combate ao racismo, e justamente por isso o modelo pioneiro da Universidade de Brasília foi de cotas raciais irrestritas”, justifica José Jorge de Carvalho.” Leia matéria completa em em https://noticias.unb.br/76-institucional/2319-aprovacao-das-cotas-raciais-na-unb-completa-15-anos